MERCADO DO LEITE: QUEM DEFINE O PREÇO NÃO É A COOPERATIVA

Como publicado na edição anterior do Informativo Coopervap, o tema do preço do leite continua sendo pauta importante entre produtores e cooperativas de todo o país. As oscilações de mercado, influenciadas por fatores externos e internos, seguem gerando dúvidas e apreensão no campo. Nesta edição, a Coopervap volta ao assunto para esclarecer, de forma ainda mais direta, que não é a cooperativa quem define o valor pago pelo leite, mas sim o próprio mercado — guiado por variáveis como custos de produção, oferta, demanda e o volume de importações.

Para aprofundar essa discussão, conversamos com o presidente da Coopervap, Valdir Rodrigues de Oliveira, e com o vice-presidente, Lionel Oliveira, que comentaram os principais fatores que determinam o preço do leite e como a cooperativa tem atuado para proteger seus cooperados diante das oscilações do setor.

Presidente Valdir, o que de fato define o preço do leite pago ao produtor?
O preço do leite não é definido pela Coopervap, e nem por nenhuma outra cooperativa isoladamente. Ele é resultado direto das forças de mercado — principalmente da relação entre oferta e demanda, custos de produção e, infelizmente, da concorrência com produtos importados. Quando há excesso de leite no mercado, os preços naturalmente caem. Quando a oferta diminui, o preço tende a subir. É assim que o mercado funciona.

Lionel, poderia explicar como as importações influenciam tanto o valor pago ao produtor brasileiro?
Claro. O Brasil tem enfrentado uma concorrência desleal com o volume de leite e derivados importados, principalmente de países do Mercosul. Esses produtos chegam com preços muito baixos, o que acaba pressionando o mercado interno e derrubando o valor pago ao produtor nacional. É um problema que vai além das cooperativas — envolve políticas públicas e decisões econômicas de âmbito nacional.

Valdir, nesse cenário, o que a Coopervap tem feito para minimizar os impactos aos cooperados?
A Coopervap tem buscado constantemente alternativas que ajudem o produtor a atravessar esses momentos de baixa. Investimos em eficiência industrial, melhoria na logística e ampliação dos canais de comercialização. Nosso objetivo é valorizar ao máximo o produto do cooperado, dentro das condições que o mercado impõe. Também trabalhamos para agregar valor, com produtos de alta qualidade, fortalecendo a marca Paracatu no mercado nacional.

Lionel, é possível prever alguma recuperação de preços a curto prazo?
O setor vem mostrando uma leve recuperação em algumas regiões, mas ainda é cedo para falar em estabilidade. O que podemos garantir é que a Coopervap está atenta, buscando alternativas e defendendo o interesse dos cooperados junto às entidades representativas. Nosso papel é dar suporte e transparência, para que o produtor entenda o contexto em que está inserido e possa se planejar melhor.

Presidente Valdir, qual a mensagem que o senhor deixaria aos produtores cooperados neste momento?
Que mantenham a confiança. Sabemos que o momento é difícil, mas a Coopervap continua firme, trabalhando com responsabilidade, ética e compromisso com cada cooperado. As crises passam, mas a força do cooperativismo permanece. Nosso papel é seguir juntos, buscando soluções e defendendo o produtor sempre.

A Coopervap reforça que o preço do leite é resultado de uma cadeia complexa, impactada por diversos fatores econômicos. A cooperativa, ao longo de mais de seis décadas, segue atuando com transparência e compromisso, buscando sempre o equilíbrio entre sustentabilidade, competitividade e valorização do produtor.

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